Passo a vida à procura da última meia hora de luz.

Chamo-me Bianca Dafny. Vivo no Algarve e é aqui que fotografo pessoas: casamentos, famílias, casais e marcas.
Comecei por acidente, com uma câmara emprestada e a mania de fotografar toda a gente à minha volta. Percebi depressa que não me interessavam os retratos perfeitos. Interessava-me aquele meio segundo a seguir à gargalhada, quando a pessoa ainda não voltou a compor a cara.
Mudei-me para o sul e nunca mais consegui sair. Há qualquer coisa na luz daqui — nos pinhais de Vilamoura em agosto, nas falésias de Lagos em novembro, na Ria Formosa a qualquer hora — que continua a parecer-me um exagero. Aprendi a região a pé e de carro, a horas absurdas, à procura de sítios que ainda não estivessem gastos.
Trabalho sempre com luz natural. Dirijo pouco e observo muito. Quase nunca peço para olharem para mim.
- Uma conversa antes, para perceber quem são e o que os faz rir.
- Direção simples e concreta. Nunca «sorriam para a câmara».
- Respeito pelo tempo das crianças e pelo desconforto de quem odeia fotografias.
- Edição fiel: pele com textura, cores do Algarve, nada de filtros da moda.
- Prazos cumpridos. Sempre.
- Português, inglês e espanhol — e paciência infinita para as três.
Não sou a fotógrafa mais rápida nem a mais barata do Algarve. Aceito poucos trabalhos por mês porque gosto de saber o nome dos vossos filhos antes de chegar ao sítio, e porque a edição de uma galeria demora-me o tempo que tiver de demorar.
Em troca, recebem fotografias que não precisam de explicação. Daqui a vinte anos, alguém vai pegar nelas e perceber exactamente como era estar ali.
«A melhor fotografia da sessão é quase sempre aquela em que se esqueceram de mim.»



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